quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

47% dos médicos de São Paulo não têm especialização

Um estudo realizado pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) revelou que apenas 53% dos 92.580 médicos que atuam no Estado têm algum tipo de especialização médica (como ginecologia, cardiologia ou oftalmologia). O restante trabalha apenas com a graduação normal de seis anos em medicina, o que fornece uma "formação generalista", segundo o presidente do órgão, Henrique Carlos Gonçalves.

O estudo foi realizado com base em três bancos de dados diferentes: o do próprio Cremesp; o da CNRM (Conselho Nacional de Residência Médica) e os dados das sociedades de cada especialidade.

"O médico, pela lei, pode atuar em qualquer área, em todas as especialidades, desde que tenha terminado a graduação. O Cremesp atua apenas como um cartório e só carimba o diploma", diz Gonçalves. "O número é preocupante, o ideal seria de 100%", completa.

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1 Comentários:

Às 16/04/2010 04:05 , Blogger Samuel Abner disse...

O ideal seria 100%? Não entendo o porquê. Uma vez que já está provado que quanto mais especializações e subespecializações mais longe o médico fica da realidade de necessidade da população em geral. Não desconsidero as especializações, evidente que são muito importantes, mas chegar a 100% em especializações é tirar a medicina mais acessível para a maioria das pessoas. Cerca de 80% dos problemas de saúde de uma comunidade são resolvidos com medidas mais simples e gerais. Sem contar que com a especialização a maioria da classe profissional tende a enxergar o problema segundo a óptica da especialidade, deixando para trás o caráter generalista e integral que aprendeu ao sair do curso.

 

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